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Description
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O projeto pretendeu caraterizar os impactos da crise desencadeada pela COVID-19 na situação das mulheres no mercado de trabalho, bem assim como nos seus rendimentos, condições de trabalho e de vida. As crises económicas tendem a ser mais gravosas para as mulheres do que para os homens. Esta crise teve caraterísticas que potenciaram esse efeito, ao afetar especialmente setores de atividade que envolvem contacto próximo entre as pessoas, precisamente aqueles em que se concentra o emprego feminino (saúde, proteção social, educação, trabalho doméstico, retalho, comércio, turismo, restauração, estética e bem-estar). Acresce que, em situação de retração do rendimento ou dos serviços de apoio, são sobretudo as mulheres que suportam a sobrecarga adicional de trabalho doméstico e familiar e a consequente redução de disponibilidade para dedicação à carreira. O projeto adotou uma metodologia mista, quantitativa (base de dados com recurso a inquérito por questionário) e qualitativa (entrevistas). O inquérito foi aplicado a uma amostra de 1502 mulheres portuguesas em idade ativa. As entrevistas foram aplicadas a mulheres dos setores empregadores mais significativos e a mulheres em situações sociais e familiares especialmente vulneráveis (monoparentalidade, pessoas com necessidades especiais, mães de crianças com idade inferior a 12 anos, minorias étnicas, etc.). O conhecimento dos impactos da crise nas condições de vida e trabalho das mulheres e suas famílias permite fundamentar medidas de mitigação e compensação dos impactos negativos diagnosticados. Foi construída e disponibilizada à comunidade científica uma base de dados, anonimizada, obtida através do inquérito.
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